WTF is… Safe? A nova série do Harlan Coben

série safe

O Netflix me pegou de surpresa. Ao percorrer a lista de séries, me deparei com Safe. Uma minissérie criada pelo Harlan Coben. Ele, que é um escritor de mistérios que eu gosto bastante, criou a série e isso por si só já me chamou a atenção.

No entanto, o que chama mais atenção ainda é o elenco. Michael C. Hall (Dexter), Amanda Abbington (Sherlock) e Aubrey Fleurot (Intocáveis, Meia Noite em Paris) são os principais nomes.

O ator de Dexter sempre faz personagens meio sinistros, mas vemos um lado um pouco diferente dele. Como Michael C. Hall mesmo disse, agora ele está fazendo um personagem com quem acontecem coisas sinistras ao invés de ser o responsável por essas coisas sinistas, o que já muda a perspectiva.

E devo dizer que a atuação dele é incrível, ainda mais sendo um americano com um sotaque inglês impecável (segundo muitos) na série. Ele consegue dar uma mistura ideal de seriedade e desespero a seu personagem, um viúvo que procura pela filha desaparecida.

Aliás, a história da série é essa: Tom Delaney (Michael C. Hall) precisa descobrir o que aconteceu com sua filha, Jenny (Amy James-Kelly), quando ela não aparece depois de uma festa. Ao mesmo tempo, acompanhamos duas detetives Emma (Hannah Arterton) e Sophie (Amanda Abbington) tentando lidar com os segredos da cidade.

safe jenny delaney

Se tem uma coisa que essa série faz é te prender, como todo bom livro, né (pontos para Harlan Coben). A cada final de episódio, um novo segredo era revelado – e olha que são muitos – e o que parece não estar conectado com o caso acaba sendo totalmente relevante.

Achei que esse ritmo de segredos sendo revelados a cada episódio foi diferente da maioria dos mistérios. Ao invés do efeito “grande surpresa chocante” no fim, temos essa forma de prender que ameniza parte do mistério. Eu diria que nos últimos episódios, parte do enigma se transforma em aflição por sabermos mais do que os personagens.

Isso não significa, aliás, que não tenha a tal revelação final que normalmente encontramos. E o episódio final, além de marcante, com certeza explica muita coisa desde de detalhes a comportamentos.

No decorrer de apenas oito episódios, conhecemos as vidas de adolescentes e adultos que vivem em um condomínio fechado considerado seguro; conhecemos seus segredos e dores. A distância entre pai e filha parece ser um dos focos mais expressivos, e é interessante ver Tom percebendo o quanto o luto o fez se afastar e tentando se redimir por não ser tão presente.

Apesar da boa história, tenho que admitir que me incomodei bastante com a conduta da polícia. Apesar de Sophie ser namorada de Tom e amiga da família, a detetive parecia não saber pressionar muito bem os suspeitos e demora para efetivamente se envolver no caso.

O pai, sim, parece ser mais experiente (apesar de ser só um médico, vai entender) e consegue avançar com a ajuda de diversas pessoas e a tecnologia, graças à sociedade moderna. Mas, pelo menos, acabamos tendo um ótimo detetive e o foco necessário no emocional da família.

Apesar desses detalhes, a série ainda tem pontos fortes, como alguns momentos descontraídos no meio dessa tensão toda. Se você gosta de um bom mistério, separe um tempo para conferir Safe! São só oito episódios, vai.

*Trailer dublado aqui.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *