Review: The Flash 4×22 – “Think Fast”

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers de “Think Fast”, exibido no dia 15/05/2018.

the flash 4x22

Faltando um episódio para o finale, The Flash atinge um ponto crítico. Já sabendo que Bornam estava no esconderijo do Argus que queria, DeVoe invade o local e carrega seus satélites com o poder radiativo do metahumano, dando 12 horas para o Time Flash descobrir como pará-lo.

Uma mini aparição de Diggle (divertida, mas curta demais) comprova o perigo e Barry sabe que esse é o momento decisivo: DeVoe está na fase final de seu plano.

Barry tem a ideia de usar as defesas do Argus como uma forma de se deixar mais rápido para seguir DeVoe, o único porém é que não conseguiria se “recarregar”, salvar os reféns e entrar na dimensão de DeVoe há tempo.

A solução é que Caitlin e Cisco ajudem, só precisam aprender a se mover no Flash Time. A ideia é boa, mas treinar duas pessoas é lidar com essa lógica temporal é díficil – o próprio Barry diz que demorou para se acostumar.

As tentativas são meio frustadas e Barry acaba se fechando ainda mais. Eis então um dos auges emotivos do episódio e Cisco resolve dar uma dura no Barry. Ele sempre se preocupa demais e perder Ralph não deixou as coisas exatamente tranquilas.

Barry sabe que, se continuarem errando, Cisco e Caitlin podem morrer e não está preparado para lidar com isso. A questão que Cisco levanta muito bem é que todos eles se sentem culpados pelo perigo de DeVoe, todos se sentem responsáveis, todos perderam alguém… Mas, principalmente, todos ali sabem das consequências e querem agir tanto quanto Barry. Eles precisam.

Essa caída na real é tudo que precisam para fazer o plano funcionar. Então, enquanto Cisco cria portais para tirar os reféns dali e Caitlin usa uma tecnologia que imita seus poderes para impedir que se machuquem, Barry vai atrás de DeVoe.

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Eles conseguem destruir um dos satélites, o que teoricamente impediria o resto de funcionar, e DeVoe não parece nem se importar. Ele e Barry, assim, tem uma conversa sobre o futuro da humanidade – e a teoria de DeVoe continua a fazer cada vez menos e menos sentido. Como DeVoe quer ensinar essas pessoas se elas não conseguem manter memórias ou relacionamentos? A vida em sociedade não vai existir.

Quem acompanha as resenhas, deve saber que a Flávia não é nada fã da lógica usada pelo DeVoe, e eu concordo, rs. O que esse episódio nos trouxe a mais foi a incoerência das perdas de memórias afetivas, mas não vou nem pesquisar neurociência – a gente sabe que tem que ignorar essas coisas.

O que chamou atenção foi a inconsistência de DeVoe. Em certo ponto, ele basicamente muda de teoria: não é a tecnologia é corrompeu o homem, foram as emoções. A pessoa que esteve casada por uns 10 anos ou mais acha que amor foi o que impediu que tivéssemos paz mundial. Se decide aí, DeVoe.

Durante o episódio, temos uma pequena amostra do que aconteceria se “Iluminismo” acontecesse. Harry está cada vez mais estranho, agindo de formas sem sentido. Fiquei me sentindo bem mal por ele, ainda mais que Iris parecia se irritar pelas ideias dele. O que eu achava que seria só um Harry sem muita inteligência, é um Harry meio neurótico, que confunde memórias e dados.

Apesar de Harry estar com todos esses problemas, ele é que tem a brilhante percepção que Marlize pode ser uma aliada. Pelo menos, mantiveram um pouco da ‘sabedoria emocional’ que ele aprendeu a ter.

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Iris, no entanto, não compra a ideia de primeira. Ela foi a primeira a prestar atenção em Marlize e tentar descobrir onde a cientista poderia estar, o que é ótimo, mas Iris queria mais impedir que Marlize seguisse qualquer plano maluco a la DeVoe.

Harry é quem insiste que, bom, talvez a Marlize de antes realmente veja DeVoe como o psicopata que ele é. Queria muito que soubessem o que DeVoe fez com a mulher, assim confiaram nela com certeza.

Marlize comprou a teoria do marido fácil demais? Sim, mas ela percebeu que DeVoe estava fazendo do jeito errado – e sabemos que, depois que pararem ele, é difícil que ela tente de novo. (Né?) Aliás, ela diz que o comportamento dele comprova a teoria dele, o que significa que essa coisa toda já é contraditória e um ciclo eterno sem fim.

Iris e Harry demoram a concordar, mas, quando menos esperam, Iris percebe que Marlize deve ter voltado para a Oxford e acabam encontrando-a finalmente. Queria saber como Marlize consegue usar a dimensão criada por DeVoe sozinha – ela não precisaria usar sempre a cadeira? Ou tem algum outro dispositivo?

Quando chega a hora de pedirem ajuda de Marlize, Iris não apela para os erros do plano ou a lógica da teoria. Ela apela para o otimismo que Marlize já teve uma vez, apela para as coisas boas que podem tirar da tecnologia e da inteligência. Não sei se Marlize está completamente convencida do seu otimismo, mas sabe que deve parar DeVoe.

Só esperemos que não seja tarde demais, porque a perda do satélite não mudou muita coisa do plano de DeVoe. Ele simplesmente decide usar o satélite do STAR Labs e encontra o lugar perfeito (o que é meio estranho) para começar o tal processo do “Iluminismo” dele.

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Não podemos deixar em branco, no entanto, que Caitlin continua sua saga à procura de Killer Frost, agora de uma maneira mais interna. A terapeuta de Caitlin começa a questioná-la se a existência dessa sua segunda personalidade não veio de um trauma na infância.

Caitlin, claro, não vê sentido na teoria, mas percebe que talvez tenha realmente reprimido alguma memória. Esse flashback vem bem durante os treinos com Barry, então Caitlin decide pedir a ajuda de Cisco para descobrir o que exatamente lhe aconteceu.

O pequeno enredo, assim, traz uma revelação bem surpreendente. Parece que Caitlin sempre teve Killer Frost (poderes, cabelo branco, o pacote inteiro) dentro de si mesma, o que significa que seus poderes não tem nada a ver com a explosão do Acelerador de Partículas.

A pergunta é: será que, quando Barry criou o Flashpoint, ele mudou algo na infância de Caitlin? Se for algo genético, terão que explicar se Caitlin tinha poderes adormecidos na outra linha temporal também. Está confuso. Estou curiosa.

O melhor

– Killer Frost e Caitlin, quêeee-

– A cena inicial do DeVoe foi bem maneira.

– Iris prestando atenção em Marlize e apostando na ideia.

– Diggle chegando e todos preparados para o enjôo dele, lol.

O pior

– Eu sei, tivemos um enredo com a Cecile e Joe, mas achei que não teve muita relevância, uma pena.

– Inconsistências do DeVoe e essa teoria “linda” dele.

– Senti muita pena do Harry 🙁

Nota 8,2

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