Review: Supergirl 3×23 – “Battles Lost and Won” [Season Finale]

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers de “Battles Lost and Won”, exibido no dia 18/06/2018.

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Se tem uma palavra que resume o finale de Supergirl é mudança. Apesar de ainda terem que derrotar Reign, cada personagem percebe uma escolha e encontra um novo caminho. Eu diria até que cada um se encontra.

Apesar de difícil, os desastres “naturais” causados por Reign são resolvidos até rapidamente. Kara e Cia começam a ajudar as pessoas frente aos desastres, até a Alura com seus recém-descobertos poderes, enquanto J’onn e M’yrnn se preparam para seu lado do plano.

Se queríamos tempo para nos despedirmos do M’yrnn, infelizmente isso não acontece – o que deixa a despedida entre pai e filho ainda mais melancólica do que já seria. M’yrnn não consegue transmitir todas suas memórias, mas dá a última de presente: o começo de Marte.

Imagino que essas memórias tenham passadas por várias pessoas até chegar ao pai de J’onn. É bastante interessante pensarmos que as memórias que M’yrnn estava transmitindo esse tempo todo não eram só dele e sim de diversas pessoas juntas.

O lado positivo é que o plano de M’yrnn realmente dá certo e no momento em que ele se vai, temos uma chance real de vitória. Reign fica mais fraca, presa no interior da Terra. Maaas, as coisas não podem acabar sem uma batalha final.

Coville está vivo. Eu poderia reclamar do personagem irritante, mas ele acaba vivendo só o suficiente para mandar a localização do covil das vilãs para o DEO – o que é muito útil. Assim, não demora para Kara, a Legião, Alura e J’onn aparecem para salvar o dia.

Do outro lado, Sam tem sua própria batalha interna para poder ajudar seus amigos a derrotarem Reign. Ela encontra sua mãe no Dark Valley sem saber exatamente se seria possível que seja ela de verdade. Afinal, Reign poderia estar mexendo com sua cabeça.

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O plano parece simples: beber a água do poço e ficar mais forte. No entanto, Sam precisa escolher qual água beber e essa decisão é de vida ou morte. O conflito, felizmente, nos leva a uma bela cena entre Sam e a mãe. Ela era real e queria ajudar Sam. Apesar de sua morte, a mãe de Sam finalmente conseguiu falar tudo que queria e se desculpar pela trajetória conturbada delas. Fiquei bem feliz que as duas puderam colocar um ponto final adequado.

Fortalecida, é assim que Sam aparece para derrotar Reign, bem quando Reign está enforcando Kara. Você imaginaria que era tudo que precisávamos para derrotar a vilã, mas os escritores preparam um surpresa.

Sem muita escolha, Kara decide jogar Reign no poço escaldante e os resultados são catastróficos: Mon-El morre tentando salvar J’onn, Alura é atingida pelos raios vermelhos de Reign, Sam também sofre. Eu diria que foi uma das cenas mais fortes da série, em que você fica sem entender como poderia ter um massacre desses em Supergirl.

Kara, claro, fica desesperada, mas descobre a solução: usar o anel da Legião para voltar no tempo. É, agora temos esse recurso na série. Diferente de em The Flash, Kara só voltou mesmo e nem pensou muito sobre as consequências. E deu certo (a princípio).

Kara consegue voltar e, ao invés de Sam lutar contra Reign na Terra, elas são levadas por Kara para o Dark Valley – onde, assim, Reign poderia beber do poço que a faria enfraquecer.

Olha, a Kara achou que tudo aconteceu porque ela se desviou dos princípios dela, mas não o quanto disso é verdade. Antes de mais nada, o plano inicial era usar uma dose letal de kryptonita em Reign, que eu acho que não causaria tanto estrago quanto jogar Reign no poço.

Mas, tudo bem, Kara fez a interpretação dela do desastre e, no final, acabou encontrando uma solução menos desastrosa, mas… ela matou a Reign de novo, não? Ela foi só levada pelas sombras? Para mim isso pareceu ser meio metafórico.

Bom, a notícia boa é que finalmente vencemos – com direito a Kara olhando orgulhosa enquanto Sam acabava com a raça de Reign no final. E, se achávamos que Sam seria a mais nova integrante da equipe Supergirl, estávamos errados, pois, depois dessa experiência, parece que ela voltou a ser 100% humana.

Eis então que chega a tal mudança que eu falei. Se tem uma coisa que aconteceu nesse final de temporada, foi uma restruturação de tudo que conhecemos – então se segura.

Mon-El

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Quando chega, Imra conversa com Mon-El e, mais uma vez, conversam sobre como o relacionamento deles já não estava bom antes mesmo de Kara chegar para confundir a cabeça do herói. Mas, se achávamos, que seria esse o término necessário para que Mon-El e Kara voltassem a ficar juntos, estávamos enganados.

E devo dizer que fiquei bem surpresa com essa mudança de planos. Para mim, os escritores estavam nos preparando para que Mon-El e Kara voltassem a ficar juntos da maneira certa agora. Fiquei um pouco desapontada. A química deles é inegável (até porque os atores namoram na vida real, né) e gostaria de ter visto essa nova dinâmica.

Mas, olhando para outro lado, o final a la Casa Blanca – em que escolhem focar em salvar e proteger as pessoas como se comprometeram ao invés de ficarem juntos – é interessante. E definitivamente surpreendente.

Lendo uma entrevista com os escritores, eles falam que prepararam essa participação de Chris Wood (Mon-El) na série como algo de apenas duas temporadas. Então que essa aproximação de Kara e Mon-El serviu mesmo para que a história deles terminasse de uma forma melhor que antes.

James

Da mesma forma que Mon-El sabe o que precisa fazer, James percebe que talvez seja a hora de revelar sua identidade secreta. No meio da batalha contra a destruição causada por Reign, James nota que seu rosto, sua voz, sua humanidade o ajudou a conseguir a confiança de uma mãe preocupada.

Claro, ele poderia ter arranjado uma máscara menor ou não usar o modulador de voz, mas James vê aquilo como um sinal de que está na hora. Não adianta se preocupar se as pessoas não estão preparadas para a revelação, ele precisa ser verdadeiro consigo mesmo.

Winn

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Agora uma saída, sim, mais surpreendente que esse enredo foi a de Winn. Ele que é nosso queridinho mais nerd e divertido que existe, a pessoa que foi o primeiro a saber sobre Kara e a ajudou a encontrar seu eu heróico, nos disse adeus.

Segundo os escritores, a saída do ator do elenco regular da série na verdade só significa que veremos Winn menos vezes, mas ainda terá aparições. Só não sei como vão fazer isso.

Brainy joga a bomba de que o futuro precisa de Winn e Mon-El para resolverem mais um crise envolvendo irmãos gêmeos malignos de inteligência artificial. Isso faz, então, com que Mon-El tome a decisão de voltar para seu novo tempo, assim como Winn.

Primeiro achei que a história com Demos e a criação da tecnologia de Winn poderia levar o personagem à autodestruição, mas agora percebo que conseguiram reverter isso, então fiquei feliz por Winn.

Agora Winn sabe o quanto ajudou as pessoas no futuro com suas invenções, a começar pelo cinto do episódio passado (sim, aquele desenho meio tosco era algo bem revolucionário). Apesar de ser bom para o personagem, foi muito triste vê-lo ir embora – ainda mais alguém que estava há tanto tempo na série.

Em troca, ficaremos com Brainy e ainda não sei como me sinto com isso. Eu gosto do Brainy, ele tem o mesmo estilo que Winn, mas não posso me vender tão facilmente. :p

Alex e J’onn

Enquanto uns se colocam no holofote, outros se retiram. E isso que acontece com J’onn. Depois de tudo que aprendeu com o pai, ele decide ajudar as pessoas andando nas ruas e não mais por meio de uma organização.

Estou muito curiosa para ver o que ele fará a partir de agora, e como fará parte da equipe de Supergirl. Será que J’onn se transformará em um herói solo a la Guardião?

E se J’onn vai embora, Alex é sua escolhida para ficar no comando como diretora. Dessa forma, Alex encontra o que tanto procurava: uma forma de balancear os riscos da sua vida e uma chance de ser mãe. Achei perfeito <3

Kara

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Enfim, nossa queridinha descobre que está em casa de verdade. Antes discurso emotivo e de partir o coração de Mon-El e se tornar membro honorário da Legião, Kara se abre com ele.

No meio disso tudo, ela percebeu que, por mais que quisesse ser uma pessoa normal em Argo City, sua identidade como Kara e Supergirl é quem é de verdade. Esse equilíbrio de duas vidas é o que a faz ser quem é. Sua casa não é mais Argot City e, sim, a Terra.

Por isso, por mais difícil que seja, ela precisa deixar Alura ir embora e permanecer na Terra. Protegendo o mundo que ama. Onde sua família e sua identidade estão.

MAS (!), se tudo parecia muito tranquilo para um season finale, a última cena nos deixa ansiosos para saber os próximos passos da série. Aparentemente, sim, a volta no tempo de Kara teve uma consequência e foi que… outra Kara apareceu na Sibéria. Como? Por quê? E o que é essa outra “Kara”? Não sabemos.

De quebra, ainda temos mais uma cena enigmática de Lena com a tal rocha misteriosa de Argo City. Mais uma mentira é formada, mantendo a duplicidade da personagem. Cadê minha revelação da verdade de Kara para Lena, hein?

O melhor

– Alex como diretora!!

– Kara percebendo sua verdadeira casa <3

– O final nostálgico do que poderia ter sido de Karamel.

– Sam derrotando Reign com a ajuda da mentora Kara.

O pior

– A partida de Winn. WHYYY

– Fui surpreendida pela partida de Mon-El. (Sim, coloquei a mesma coisa nos dois, rs)

– A despedida de M’yrnn.

Nota 9,0

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