Review: Supergirl 3×21 – “Not Kansas”

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers de “Not Kansas”, exibido no dia 04/06/2018.

supergirl 3x21

O episódio foi parado, mas teve seus momentos. Apesar do  perigo imediato em que paramos o 3×20, Supergirl e Mon-El conseguem derrotar Reign com a ajuda de Lena. Agora podemos ficar em paz. É, eu sei, fácil demais.

Foi tão fácil que a sensação é que alguma coisa vai acontecer a qualquer momento. Será que Reign realmente foi destruída? Será que ela não pode ressurgir em outro corpo? São perguntas constantes, mas que só devem ser esclarecidas no episódio que vem.

Por enquanto, Kara pode descansar – o que significa que ela pode passar um tempo em Argo City com a mãe. A escolha, claro, é a mais lógica. Depois de tanto tempo separadas, nada mais justo do que encontrarem uma forma de se conhecerem melhor.

Queria, então, falar sobre o título do episódio. Imagino que represente que o “Não-Kansas” seria Argo City. Kara agora está em outro planeta vivendo coisas bem diferentes da sua realidade na Terra. No entanto, não posso parar de pensar que, na história de Dorothy, Kansas era a casa dela – o que pode significar que Kara, na verdade, não está indo para casa e sim saindo dela.

Eu sei, Kara sempre teve esse conflito quanto à Terra. Seria aqui sua casa de verdade? Será que ela teria aquele senso de pertencimento ou sempre se sentira deslocada? Acho que o título traga exatamente os questionamentos do episódio.

A tranquilidade da nossa “vitória” deu a oportunidade de termos um episódio mais calmo, com Kara finalmente tendo uma vida ‘normal’ ao lado da mãe. No entanto, claro, também conseguimos ver que nada é tão fácil. Assim como nós, Kara está agitada e acredita que estão atrás dela.

Sem ter que salvar ninguém e sem poderes, todos entendem que Kara pode  estar nervosa por estar acostumada a se manter vigilante, mas nós sabemos que Selena deve ter alguma coisa a ver – ainda mais quando uns pedaços de uma construção quase caem em cima de Kara e Mon-El.

Kara, assim, fica nesse conflito, tentando saber se foi realmente um acidente. No meio disso tudo, conhecemos Thara, uma antiga amiga de Kara. Thara, como chefe da polícia pacificadora, tenta ajudar Kara e até promete investigar.

Foi bem diferente ver Thara e o marido jantando com Mon-El e Kara, falando sobre assuntos tão triviais como gazebos. de certa forma, Thara representa uma vida quase perfeita , tranquila e feliz, que contrasta com o constante perigo que Kara está acostumada.

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Em meio a tantos vai e véns, Kara realmente ganha uma vida tranquila ao andar por Argo City e pensar sobre o que aconteceu. Eis então que Mon-El entra na história. Ali, ele parecia ser o único que acreditava que os instintos de Kara deviam estar certos, e até dá seu anel da Legião para ela se sentir mais segura com poderes. Parte de mim achou, inclusive, que Kara sentiu falta de poder voar e ajudar as pessoas na hora que o ‘acidente’ aconteceu.

Mon-El vem se desenvolvendo bastante como personagem e Kara tem visto (e falado) cada vez mais sobre isso. Quando ela pede para ele a acompanhar na viagem isso significa muito, levando-nos à conversa reveladora entre os dois.

Como um paralelo da season premiere, vemos Kara caminhando em um jardim até que Mon-El a encontra. Ela o agradece por estar ali ao seu lado e ele decide revelar a verdade sobre seu retorno. Ele estava em conflito quanto seu relacionamento com Imra, mas parece que está cada vez mais certo de que ainda ama Kara.

Ele faz questão de se desculpar por jogar mais uma preocupação na cabeça dela, e ela acaba retribuindo os sentimentos dele. A cena é, no mínimo, fofa e já estava esperando até um beijo. MAS foi bom irem com calma, até para Mon-El ter a chance de terminar de vez com Imra antes de qualquer coisa.

A interrupção também é boa para Kara comprovar que, não, não estava sendo paranóica. Não só a tal mulher de capa que Kara apareceu estava tentando matá-la, como era uma das seguidores de Selena e logo revela isso para todos.

Seria uma ótima notícia, se Selena não estivesse fugindo naquele exato momento. Honestamente, não entendi muito bem o propósito daquilo. Selena queria mesmo matar Kara? Por que os planos não eram bons… Ou ela só queria distrair todo mundo?

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Enquanto isso, do outro lado do episódio (e do espaço), James e J’onn precisam lidar com o mundo sem Supergirl. Nesse novo mundo, eles tem que lidar com o efeito do DEO na violências das ruas. James percebe que um criminal que escapou de suas mãos usava armas do DEO e fica preocupado.

O modelo do DEO, feito especificamente para eles, está nas ruas graças ao próprio fabricante, que criou uma arma para civis comprarem bem parecida com a deles. Achei até que haveria algo mais profundo na história, talvez algum contrabando de um agente, mas era só isso mesmo.

O fabricante está vendendo legalmente armas superletais do DEO. De alguma forma, a série, então, decide entrar na discussão sobre armas nos Estados Unidos. Lena e James, inclusive, têm uma pequena discussão sobre se civis deveriam mesmo ter armas, mas a coisa é meio deixada de lado.

Uma coisa, no entanto, fica clara e é que James não acha que armas letais sejam a resposta (tamo junto). Se perceberem, o Guardião só usa o escudo como acessório. Com essas convicções, ele tenta mostrar para J’onn que, por mais que não quisesse, o DEO colaborou para a criação dessas armas.

Claro, a culpa de civis usarem a arma é do fabricante que decidiu liberar o modelo só pensando no lucro, mas J’onn percebe que precisa mudar as coisas. Localizando os compradores das armas, eles chegam até um ex-funcionário irritado que pretendia atacar a empresa em que trabalhava.

É assim que J’onn se vê no papel de Kara de acalmar ao ânimos da ameaça da vez e consegue convencê-lo que precisa lidar com as mudanças em sua vida e não pode simplesmente usar a arma para enfrentar com seus problemas.

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A partir daí, J’onn decide trocar todas as armas do DEO por armas não-letais, seguindo o padrão das séries de superheróis sobre os limites entre matar e justiça. Honestamente, achei que todos estariam bem com a escolha de J’onn, mas achei curioso que pudemos ver que alguns agentes não gostaram da mudança. Bom, vai com Deus, como J’onn disse (ok, não com essas palavras).

Além disso, pudemos ver que o discurso que J’onn fez afetou suas escolhas pessoais também. M’yrnn queria transmitir todas suas memórias e conhecimentos para o filho como parte de seu grande adeus, mas J’onn se recusava a enfrentar isso. Mas, depois do dia que teve, ele percebe que talvez tenha que se preparar para se despedir do pai.

O melhor

– Mon-El contando a verdade para Kara.

– Alex resolveu adotar! :O

– Os conflitos internos de Kara.

– J’onn e James como parceiros.

– Adorei que a Eve vai ajudar Lena nas pesquisas!!

O pior

– Achei os planos da Selena meio ruinzinhos se o objetivo era matar Kara.

– Estão preparando a gente cada vez mais para a morte do M’yrnn, não aguento!

Nota 8,5

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