Review: Supergirl 3×16 – “Of Two Minds”

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio “Of Two Minds”, exibido no dia 30/04/2018.

supergirl 3x16

Agora que Pestilence chegou, Supergirl precisa encontrá-la o mais rápido possível. Se o episódio passado trouxe uma forte carga emocional, “Of Two Minds” continuou nesse ritmo, adicionando mais ação e evolução na história das Wordlkillers.

As tais referências bíblicas da vilã começam vir à tona: pássaros caem mortos e pessoas começam a ser infectadas misteriosamente. Apesar de parecer ser algo contagioso, Alex logo percebe que a transmissão foi pelo contato físico com Pestilence – o que significa que seria um pouco mais fácil de rastreá-la.

Só um pouco mesmo. Por mais que tentem descobrir quem entrou em contato com as vítimas, nem a mulher distribuindo cookies por aí é a resposta. As coisas, a partir daí, vão escalando rápido e tanto Winn quanto Alex ficam doentes.

As coisas escalam rápido e, por mais que achassem que poderiam curá-los com a ajuda do sangue imune da Legião, eles descobrem que não é possível fazer isso.

Enquanto a tensão se espalhava e tentavam encontrar a cura, fomos surpreendidos por um foco em Winn. Ele, que a pouco tempo fez as pazes com a mãe, está em estado crítico e começa a refletir sobre sua vida.

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Mesmo sabendo que seria bem difícil que matassem Winn, a conversa entre ele e James não poderia ser menos emotiva. Ele lamenta o quanto seu passado o fez se sentir que não era capaz. Ele lamenta como sempre duvidava de si mesmo. Ele lamenta o potencial que só enxergou a pouco tempo e não teve tempo de aproveitar.

Agora que refez a relação com a mãe, ele passou a se orgulhar dos amigos e família, eu diria, que fez. Ele viu se potencial para ser feliz e alcançar tanta coisa. James só olha para o amigo cheio de lágrimas nos olhos.

Por um momento, poderia ter achado que era um adeus de verdade. A cena foi marcante e gostei muito que tenham dado espaço para o Winn falar sobre seu enredo próprio – conseguiu ser sério sem perder seu jeito brincalhão.

Enquanto isso, já que a vilã tem tanto a ver com o futuro, a Legião tem mais influência no episódio. Brainy, por exemplo, aparece com um visual novo e ajuda no que pode, ainda mais com Winn doente.

Eu nunca me incomodei muito com o visual antigo do Brainiac, mas admito que ficou melhor. Foi meio estranho ver seus trejeitos e falas saindo de alguém tão diferente. No entanto, gostei de como isso fez ele e Winn se aproximarem, de certa forma, e foi divertido ver Brainy como humano.

Apesar do alívio cômico, a Legião está no centro das divergências sobre o que fariam com Pestilence. Enquanto Kara quer vencer a vilã apelando para o lado humano dela, mas Imra sabe do que ela se torna no futuro e acha que seria melhor matá-la.

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Se pensarmos bem, não é a coisa mais difícil de se concluir. O que é a vida de uma vilã frente à milhares de inocentes? Mas, como todo herói que se preze nas séries, Kara se recusa a matar alguém, ainda mais quando sabe que é possível quebrar o efeito das vilãs, já que quase impediu Julia de virar uma Worldkiller no 3×13.

Kara ganha, inclusive, um incentivo de J’onn, que, mais uma vez, divide as dificuldades de viver com o pai, que parece estar perdendo as memórias cada vez mais rápido. Qualquer menção a essa situação, já me deixa mexida.

O fato é que podemos ver esse embate entre Imra e Kara. A cada revelação no caso, Imra tenta chegar primeiro e fazer do seu jeito, e Kara tenta convencê-la do contrário.

Até que descobrem finalmente que Pestilence era uma médica que encontraram antes e o plano de Kara não dá tão certo… É, parece que Kara só não levou em consideração que o lado humano da Worldkiller poderia ser tão ruim quanto seu alter-ego. Foi bem interessante ver isso.

Imagino que elas não tenham escolha, mas não seria mais fácil para o “lado negro da força” se as humanas por trás das Wordkillers fossem más também? Talvez até melhor para lutarmos contra elas.

Por outro lado, claro, podemos ver isso como uma representação da vida em si e como nem sempre uma pessoa é inteiramente boa ou má, o que dá uma brecha para Supergirl entrar e apelar para o lado bom delas.

Vemos dois lados de uma moralidade, mas a história é mais profunda. Gostei bastante de ver como Imra e Kara se uniram mesmo com essas diferenças. Mesmo com o plano de Kara dando errado e Pestilence fugindo com Purity, Imra não deixa Kara duvidar de si mesma.

Não só isso, como Imra confessa que suas intenções não eram completamente altruístas, já que sua irmã foi morta nas mãos de Blight/Pestilence no futuro e matar a vilã seria a forma mais concreta de salvá-la. Acho que, dessa forma, conseguiram unir finalmente as duas personagens.

Elas têm um ponto em comum e Kara entende da onde esses sentimentos estavam vindo em Imra, afinal ela sofreria com os mesmos questionamentos – assim como o fez quando teve que sacrificar sua vida com Mon-El para salvar todos.

Apesar de terem perdido a batalha, pelo menos conseguem uma cura para Winn, Alex e Kara, que foi infectada na luta. A sensação de realização e esperança, no entanto, acaba quando descobrem que Purity está indo para L Corp se unir com Reign.

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Entramos assim no subenredo de Sam e Lena. Apesar de um progresso demorado, Lena descobre que se encontrar determinada enzima, ela poderia impedir Reign de tomar o corpo de Sam. E, apesar da ciência de quadrinhos, foi legal ver a série explicando as coisas por esse viés – ainda mais pelo background de Lena.

A verdade é que descobrir a tal enzima não é tão fácil assim e exige que Sam encontre com Reign várias vezes, o que a desgasta bastante. Ela enfrenta seus medos e suas inseguranças toda vez que encontra a vilã no seu mundo alternativo (ou algo do tipo).

A cada hora no episódio, podemos ver Samantha reencontrar Reign, sem saber muito bem se ela vai ceder ou não àquilo tudo. Felizmente, isso não acontece, mas, no final, isso já não importa.

Por mais que tenha sido forte, Reign acaba tomando conta do corpo de Sam de vez com a ajuda de Purity e Pestilence, agora que estão juntas. É nesse momento que as dois mundos do episódio se unem e Kara descobre que Lena estava escondendo isso tudo.

Argh, ainda não me conformo com Lena não ter pedido ajuda. Ela está rodeada de pessoas que pensam igual à ela sem nem saber. Eu entendo que ela tenha medo que o governo não trate bem a Samantha, mas Lena conhece a Supergirl e sabe o quanto ela acredita nas pessoas, não?

O melhor

– Momento fofo de cortar o coração entre Alex e J’onn? Temos!

– Imra e Kara se resolvendo.

– Discurso de Winn sobre sua vida.

– Só a Lena para descobrir a ciência por trás de Reign!

O pior

– Sério que o Brainiac não sabia o que era mídias sociais?

– Quero guardar a nota 10 para um episódio melhor.

Nota 9,0

2 respostas para “Review: Supergirl 3×16 – “Of Two Minds””

  1. Querida, você me representa!Amei teu review. Também não acredito que Lena se recusou a pedir ajuda para Supergirl antes. Abraços e até semana que vem!

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