Review: Legends of Tomorrow 4×11 – “Séance and Sensibility”

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio “Séance and Sensibility”, exibido no dia 16/04/2019.

E Jane Austen salva o dia! Ok, serve de inspiração para. Como uma fã da autora, tê-la na série foi uma boa surpresa e, assim como eu, Mona fica bem animada. Não animada com o fato de suas personagens favoritas estarem sumindo da literatura, claro, mas animada para conhecer Jane Austen e o mundo em que vivia na Inglaterra de 1800.

Com Austen no meio, nada melhor do que ser um episódio sobre amores e mulheres. Por isso, o time principal da missão se constitui de Zari, Charlie, Mona e Sara, enquanto os homens têm seus subplots.

Durante o processo de luto de Nate, ele está com raiva, mas ainda precisa de apoio. A aproximação rápida entre ele e Zari só se intensifica com a morte de Hank e fica bem claro que é algo a mais. Mas nenhum dos dois quer admitir ou agir nisso. 

Charlie e Sara logo percebem e passam a implicar com Zari por causa disso. Z precisa relaxar, precisa de romance. Ou pelo menos de sexo. Segundo elas, rs. E, como uma boa coincidência, Zari se depara com um cocheiro charmoso da Regência. 

No entanto, o foco é Austen e um casamento que vai participar. Está tudo certo até que todos do casamento começar a confessar seus amores pelas pessoas mais inusitadas e a se agarrar. Assim, supernormal para uma época tão polida. #sqn

Claramente, o problema está aí. Alguma criatura mágica está fazendo as pessoas terem esses desejos incontroláveis e isso faz com que Austen pare de escrever ou não publique seus livros. Admito que essa conexão me pareceu meio fraca. Mais para frente, ela fala que suas sátiras em uma sociedade que “perdeu a vergonha” e todo decoro perderam seu valor e por isso nenhuma editora queria publicar seus livros. Acho que faz sentido? Mas ainda assim…

Fico pensando que, por mais que tenham revertido esse problema, esse período exótico na história teria continuado mesmo assim, não? É por isso que, mesmo quando descobrem que o deus do amor indiano Kamadeva é o responsável por tudo isso, os livros de Austen continuam a desaparecer.

Felizmente, Mona e suas frustrações com a autora acabam sendo a solução. Kamadeva faz com  que todos tenham uns sonhos eróticos e, por mais que tenha sido supersexy para a maioria, só fez Mona sentir ainda mais falta do Konane

Ao tentar ajudar, Zari começa a falar com ela de maneira bem racional, nas linhas de “olha, você nem conhecia ele tão bem ou há tanto tempo, proteja seu coração”. Mona fica com raiva, claro. Ela defende a espontaneidade do amor e acaba se transformando em Wolfie para confrontar Austen sobre sua visão do amor. 

Austen estava tranquilona escrevendo quando se depara com wolfie, mas não demora muito para perceber que era Mona – parece que as habilidades como observadora social de Austen eram boas assim. Austen revela que acredita sim que o casamento deva ser apenas resultado do amor,  mas que não precisa ser da falta de controle. Todas as relações com as quais escreve são frutos do respeito e companheirismo. 

Acho que a melhor parte, no entanto, é que, o que Jane Austen, precisava mesmo era de uma fã. Vamos ignorar que ela nem achou estranho o fato de Mona dizer que ela era sua autora favorita sem seus livros terem sido publicados. O fato é que, depois de tantas rejeições, Jane Austen precisava de alguém que falasse que acreditava nela e que não desistisse. 

A falta de controle que Austen comenta serve para Mona entender que seu conselho a Zari podia ter sido melhor. Tendo em vista que, depois disso Zari decide ser impulsiva a ponto de usar os poderes de Kamadeva em si mesma, sim, Mona, seu conselho causou alguns problemas. 

É assim que Zari entra em contato com seu desejo secreto por Nate. E por Kamadeva, eu diria. Z sempre foi a pessoa mais sensata do time, sempre a responsável, mas hoje não. Hoje ela decide deixar seu coração levá-la. E ele deseja musicais de Bollywood na sua vida. 

Legends sendo Legends, não poderíamos esperar uma viagem à Inglaterra de 1800 sem um toque a mais. Por isso, Zari se transforma em uma divindade indiana, cheia de brilho e música. Ela canta sobre seu amor e toma uma decisão ainda mais impulsiva: casar com Kamadeva.

O número nos distrai facilmente do problema. O vestido vermelho de Zari, as pulseiras de Sara, o rosa choque de Charlie. Danças, movimentos. Admito, quando o trailer da temporada indicou que teríamos Bollywood em algum episódio, achei que seria um episódio inteiro. Eu sei que que eu precisava. 

Mas, ficamos com o que temos. E tudo está às mil maravilhas até que Mona aparece depois da conversa com Austen. De um realismo otimista, Mona fala (ou melhor, canta) que Zari precisa ser corajosa o suficiente para esperar por alguém que realmente a ame, por um relacionamento real. Porque é normal sonhar com romances literários ou romances dançantes, mas precisamos de algo a mais para dar certo. 

Foi fofo. E ver todas as mulheres do time se apoiando foi importante. Nessa situação “vai ou não vai rolar” de Nate e Zari foi bom focarem nela. Vamos esperar para ver.

Por falar em Nate, o enterro de Hank está acontecendo e eles precisa fazer um discurso sobre o pai. Claro que, do jeito conflituoso que ele se sente sobre os segredos do pai, a coisa não está como a mãe de Nate imaginava. Ele não sabe o que fazer. 

A morte de Hank foi prematura. Por mais que ele tenha aceitado os maus tratos com as criaturas mágicas, foi meio doloroso ver que ele tentou fugir desse comportamento errôneo e fazer o certo pelo filho, mas não deu certo. Felizmente, por mais que não tenha conseguido falar com Nate sobre isso, o filho descobriu por si só. Depois de um discurso bem fuleiro, Nate descobre um projeto secreto do pai: transformar um sonho do Nate-criança de ter um parque com criaturas mágicas. 

Quem conseguiu falar com Hank, por incrível que pareça, foi Constantine, que percebeu que o espírito de Hank estava vagando pelo velório. Que bom que temos alguém que entende dessas coisas para tirarem a culpa da Nora logo. (porque minha ideia de investigação das câmeras de segurança e timing não foram averiguadas)

Demora e Nate nem quer participar, perdendo a oportunidade de falar com o pai, mas é assim que Constantine descobre que Hank foi morto por Neurom. Não só isso como o demônio decide se mostrar para John mesmo e acabar com a honra do expert no sobrenatural. Imagino que ele comece a montar um plano para lutar contra o demônio, e deve envolver Nora. 

Afinal, Nora já está por ai mesmo… Apesar de ninguém ter reparado, ela foi trazida para a nave dos Legends por Ray, que acredita bem facilmente na inocência de Nora. Ray não desaponta! Quer dizer, quando ele está certo.

Inclusive, vale mencionar que, depois de tanto flertarem, Kamadeva faz o favor ao casal de dar o empurrão que precisavam para ficarem juntos de vez. Uhu.

O melhor

  • Nunca vi um Hank tão feliz quanto o do vídeo falando sobre o parque de diversões, lol.
  • Kamadeva, deus da origem do Kamasutra. Viu, Legends também é cultura! 
  • Jane Austen <3
  • Mona e Zari confrontando suas formas de ver o amor. 
  • Zari se encontrando.
  • E esses sonhos eróticos, hein? Os Legends nunca foram tão sexys.

O pior

  • Queria mais de Bollywood, cadê o episódio inteiro sobre isso que eu esperava?
  • Conexão meio fraca entre a criatura mágica e Austen.
  • Ainda não absorvi essa morte do Hank.
  • Estou sentindo falta de uma presença mais forte da Charlie nos episódios.

Nota 8,5

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