Review: Arrow 7×20 – “Confessions”

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio “Confessions”, exibido no dia 29/04/2019.

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Um episódio inteiro na forma de interrogatório é uma ideia boa, mas não tenho muita certeza do que eu acho sobre a execução. Começamos com Dinah e Bingsley – outro policial que imagino que esteja abaixo da Dinah, já que ela é capitã, mas honestamente não sei – questionando Oliver sobre a morte de dois guardas. Felicity, Diggle e Rene também são questionados, e os quatro vão contando as próprias versões dos eventos, que vai passando em flashbacks e sendo reconstruído aos poucos.

Dinah conduz a entrevista porque ela não sabia de nada disso, e o motivo logo é revelado: Roy foi chamado para ajudar. Para quem não lembra, Roy foi com a Thea e com a Nyssa procurar os outros Lazarus Pits e destruí-los e desde então não voltou mais. Todo mundo sabe que a Thea não pode aparecer porque a atriz não quer, mas eles até deram uma boa explicação para justificar sua ausência ali, dizendo que Oliver chamou Roy especificamente, porque não queria que Thea ficasse sabendo sobre a Emiko e trazer todo um drama novo. Eu espero que a Willa aceite aparecer em algum episódio na próxima temporada, talvez o último, para que possamos vê-los reunidos. E, se o futuro não mudar mesmo (me recuso a pensar nisso), pelo menos Thea e Felicity deveriam estar em contato!

O problema, é claro, é que Roy não faz parte dos vigilantes legalizados, então ele não tem autoridade nenhuma para atuar. Mesmo assim, foi uma boa ideia trazê-lo, já que Emiko já conhece todo mundo da equipe, e uma ajuda nova e inesperada pode servir como um elemento surpresa.

Eles tentam descobrir como o Ninth Circle pretende distribuir aquela arma biológica secreta que roubaram e chegam a conclusão que vão utilizar uma tecnologia de névoa, ou algo assim, ninguém se importa com os detalhes. Oliver e Diggle até tentam contatar o dono da empresa, mas ele rejeita ajuda e logo Felicity descobre que ele está sendo pago pelo Ninth Circle. É então que Roy vai até lá para tentar roubar o equipamento antes que Emiko o adquira, a cena é até bem legal e vemos o Roy fazer seu clássico parkour, mas no fim Emiko sai com o que queria.

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E é então que chegamos no ponto chave do evento. Com Emiko prestes a usar essa arma química contra a população, o Team Arrow precisa impedi-la e chegam a conclusão que ela vai utilizar o metrô para isso. Tenho minhas dúvidas se realmente era metrô ou só algo subterrâneo e eu ouvi errado, porque eu lembro fortemente de Star City NÃO ter metrô na primeira temporada. Me recuso a escutar a cena novamente com mais cuidado. Mas sete anos se passaram, vai ver alguém construiu. Mas o que importa é que ela usaria um local subterrâneo com acesso a cidade inteira e que iria dispersar o veneno para todos em um ataque terrorista.

Então todos vão até lá, incluindo a Felicity, o que é bem curioso já que ela está grávida, mas ok, não questionarei. Em algum momento, dois guardas acabam sendo assassinados de modo bem violento. O que a polícia quer saber é quem matou os guardas e para isso quer ver passo a passo do que cada um estava fazendo. Eu pessoalmente não sei porque só não disseram que era o pessoal do Ninth Circle e pronto, seria mais fácil. Mas talvez Dinah e o outro moço sejam mais detalhistas e queiram saber tudo tudo, para verificar que ninguém se contradiz.

Felicity diz que estava com o Roy, indo até a parte dos servidores para determinar onde exatamente seria o melhor local para colocarem a arma e, então, eles saberem onde ir. Ela fica lá durante o tempo inteiro, mas Roy sai em algum momento para proteger o corredor e se depara com capangas do Ninth Circle, com quem ele luta e o deixam inconsciente. Enquanto isso, Diggle e Rene estão juntos em outro caminho, eles se separam em um momento quando a Emiko aparece e Rene vai até ela. Mais uma vez temos Rene tentando falar com a Emiko, dizendo que ela se importava mais com a mãe do que com o Ninth Circle, Emiko não fica muito abalada mas revela que ela mesma é a líder, o que é bom para os personagens saberem. Não sei como agora o Rene ainda vai para o lado dela. Diggle diz que encontrou Roy desacordado e logo depois ouviu os tiros, e então encontrou Rene lá. Rene diz que chegou depois dos tiros também e só viu Oliver na cena.

Por fim, Oliver estava em outro local e é ele quem acaba desarmando o equipamento lá, ele luta contra o pessoal do Ninth Circle. Ele enfatiza muito como eles salvaram muitas pessoas e por pior que tenha sido a morte dos dois guardas, pelo menos impediram um ataque terrorista. Depois que Rene conta sobre Oliver ter estado lá, Oliver diz que viu quem matou os caras e tinha sido Emiko.

Caso encerrado.

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Só que não, né. Quando Oliver falou que era a Emiko, minha reação foi “para que o mistério então?”, não faria sentido ter um episódio inteiro para isso. E logo depois saímos do flashback e temos os personagens confirmando o que achávamos, isso tudo era uma mentira.

A primeira mentira era que Dinah estava sim incluída em tudo isso, eles provavelmente mentiram para que ela pudesse fazer parte do interrogatório e não se comprometesse com a polícia. Mas não foi Dinah quem matou os guardas. Logo vamos vendo o que realmente aconteceu e, em sua maior parte, é igual eles contaram, com uma pequena diferença. Roy nunca ficou inconsciente.

Depois de levar um baque na cabeça, algo desperta em Roy, ele fica super agressivo com o pessoal do Ninth Circle com quem ele estava lutando. Quando os guardas aparecem, eles tentam acabar com a briga e Roy acaba se virando contra os dois, matando-os de forma bem brutal, de um jeito que nunca vimos ele agir antes.

Fiquei bem chocada porque não esperava que o Roy agisse dessa forma. Rene e Dinah ficam bem desconfortáveis com a situação, porque eles nem conhecem Roy direito, e acredito que esse seja um dos motivos pelo qual Rene mude de lado. Oliver, Diggle e Felicity defendem Roy e Oliver insiste que eles devem protegê-lo, não só por lealdade, mas porque seria ruim para todos que um deles tenha matado gente.

Oliver vai conversar com Roy sobre o que aconteceu, e Oliver descobriu a verdade antes mesmo de eu questionar qualquer coisa: Roy tinha sido morto e ressuscitado pelo Lazarus Pit. Oliver reconheceu a sede de sangue, que tinha sido vista na Thea e na Sara antes, e Roy confirmou que ele foi morto nessa aventura dele com a Thea, e Thea o salvou. Ele disse que ela e Nyssa o ensinaram a controlar e que ele achava que estava bem, não teria vindo se não estivesse, mas talvez isso juntando com o resto de Mirakuru em seu sangue – lembram que ele foi infectado e curado na segunda temporada? – fez com que não funcionasse totalmente.

Achei isso curioso e quero ver como isso será útil para o enredo nessa reta final. Pelo menos explica um pouco como a população se volta contra os vigilantes, Emiko consegue a gravação disso tudo e provavelmente vai divulgar. Juntando o Roy matando as pessoas com todos eles mentindo no interrogatório, vai ser muito mais fácil todo mundo chegar à conclusão que eles não eram bons.

Mas o episódio não acaba por aí. Eles descobrem um lugar onde Emiko pode estar e vão até lá, querendo acabar com tudo de uma vez por todas. Emiko está ali, fala com Oliver revelando que ela deixou que o pai morresse, e diz que agora é a vez dele. E então ela revela que está separada dele por um vidro e aperta um botão fazendo com que o local que eles estão desmorone. A cena foi bem parecida com o final da primeira temporada, quando o Tommy morre e achei bem significativo.

 Sabemos que o Oliver não vai morrer pelo menos até o nascimento da Mia, então ele está seguro, mas agora as coisas já começaram a esquentar para esse final e estou com altas expectativas para os próximos episódios.

O Melhor:

+ Me surpreendi com a história do Roy

+ E gosto de ter o Roy de volta!

+ Final

+ Felicity de rabo de cavalo de novo. AMÉM!

+ Algumas coisas do futuro começam a fazer mais sentido

O Pior:

– Demoraram um pouco demais na primeira parte do episódio, chegou a ficar um pouco entediante

– Me incomoda um pouco a Felicity indo a campo e isso não sendo discutido entre ela e Oliver. E se alguma coisa acontecer?!

– Eu gosto de formatos diferentes, mas algo sobre esse foi meio mais ou menos para mim.

Nota: 8,0

2 respostas para “Review: Arrow 7×20 – “Confessions””

  1. Gostei muito desse episódio, ver o Time acusado de algo novamente é interessante até porque eles agora são da polícia. Trazer o Roy de volta foi ótimo, fiquei surpresa com isso, até porque não tinha visto nada sobre esse episódio antes de assistir.
    A explicação sobre e Thea para mim foi bem plausível, pelo menos mostra que ela não foi esquecida pelo Time.
    A história do Roy com o poço de Lazaro também foi uma ótima sacada, isso pode ser a explicação para o fato dele estar na ilha quando o William chega lá, naquelas cenas sobre o futuro no começo da temporada. Ele pode ter ficado tão perigoso que precisou se isolar do mundo.
    O René está muito ligado emocionalmente a Emiko e isso pode ser um perigo para todo o Time. Nem o Oliver está tão cego quanto ele.
    Estou com altas expectativas para os próximos episódios, agora sim a treta vai ficar boa.

    1. Concordo sobre o Roy estar na ilha por causa disso, mas aí imagino que as coisas tenham dado bem errado para todos! Talvez vejamos o Roy no futuro ficando louco de novo, porque nem vimos indicação disso até o momento. Acho que essa temporada vai acabar de maneira bem tensa!

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