Review: Arrow 7×19 – “Spartan”

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio “Spartan”, exibido no dia 22/04/2019.

arrow 7x19

E temos um episódio focado no Diggle! Já que isso só acontece uma vez a cada dois anos, temos que aproveitar, mas verdade seja dita não foi muito o que aconteceu dessa vez. Team Arrow continua atrás do Ninth Circle, Oliver e John acabam se deparando com uma troca de informações com um infiltrado do ARGUS, eles não conseguem capturar nenhum dos dois caras, mas conseguem o dispositivo que informa o que eles estavam atrás. Ou deveria informar, se fosse um dispositivo normal do ARGUS, mas está codificado de forma que a Felicity não consegue hackear, mas reconhece que tem a ver com o exército, ou departamento de defesa, algo assim, não importa.

 John diz que tem um contato e vai com Oliver encontrar com o General Stewart, durante a conversa Stewart diz que eles sabiam sobre o infiltrado no ARGUS, sobre o 9th Circle e tudo mais, e estavam trabalhando nisso, por isso os códigos. Ele não quer ajudar mais do que dar essas informações, e quando Digg começa a respondê-lo fica bem claro que tem algo mais ali do que um conflito profissional. E logo é revelado o porquê, o general é padrasto do John e eles não se dão bem.

Temos um pequeno enredo sobre a relação de John e seu padrasto que dura a maior parte do episódio. Descobrimos que John se ressente muito do general porque ele costumava ser o superior de seu pai no exército, e durante uma missão algo deu errado, seu pai ficou para trás para resolver as coisas e acabou morrendo, com o general Stewart não só sobrevivendo, mas começando a frequentar sua casa pouco tempo depois. Além disso, ele ainda era muito duro com John e o irmão, fazendo-os treinar de forma excessiva. Ou seja, Diggle nem fala com o padrasto desde que saiu de casa aos 18 anos.

Apesar disso, ele parece ser uma pessoa legal e se importar com Diggle, dizendo que sempre tem tempo para a família. Quando Felicity começa a investigar Stewart, ela acaba se deparando com a verdade, o padrasto de John estava mentindo para ele sobre a morte de seu pai. O que aconteceu na realidade foi que o pai do John foi negligente, cometeu erros e por isso acabou morrendo, o único motivo pelo qual a missão não foi um fracasso foi o general Stewart, mas ele contou uma versão mais romantizada para John e o irmão, porque queria que lembrassem do pai como um herói.

Não tenho nenhum investimento nessa relação, já que acabei de conhecer o general Stewart, mas achei fofo e foi bom conhecer um pouco mais sobre a vida privada do Diggle.

felicity smoak 7x19

Mas agora voltando para o enredo mesmo. Depois de general Stewart dizer que estava cuidando de tudo, a Smoak Tech – onde Felicity e Alena estavam trabalhando – é invadida por pessoal do 9th Circle atrás do Archer, os militares até conseguem chegar lá e lutar, mas o 9th Circle consegue roubar o Archer antes disso. Com isso, o general acaba se juntando ao Team Arrow para decidir como proceder.

Stewart acredita que eles vão atrás da lista de todo mundo que estava trabalhando nessa missão, e logo diz para todos irem para um esconderijo. Só que acaba sendo uma armadilha, quando John e Stewart vão até o esconderijo para checar como todos estavam, os soldados estão mortos e os dois são sequestrados. Eles estão atrás de um código que só o general Stewart tem e, depois de torturar John na frente dele, acabam descobrindo. Eles conseguem se libertar e o resto do Team Arrow vai ajudar, mas isso é depois de dizerem o código. Stewart diz que isso daria ao 9th Circle acesso a um projeto que tinha sido descartado, porque envolvia armas biológicas muito perigosas.

Todos vão até lá para tentar impedi-los, mas a luta nem dá em nada. Para tentar impedi-los de fugir e continuar usando o Archer, Felicity resolve acionar uma autodestruição do Archer, o que faria seu projeto ser destruído totalmente, mas ela faz mesmo assim. Conversando com Alena depois, ela diz que percebeu como o Archer poderia ser usado para o mal e ela não queria isso, preferia começar do zero e tentar criar outro produto para lançar a Smoak Tech do que recriar algo que pudesse ser usado para machucar os outros. Aí fica aquela pergunta, mas ué, não vimos o Archer no futuro? Alena salvou a base dos códigos e imagino que tenha resolvido recriá-lo. Quem achou eu confiar na Alena era uma boa ideia?

Mas de volta à ação, enquanto luta contra o 9th Circle, Oliver finalmente tem a oportunidade de falar com Emiko de novo, contando a ela sobre Dante ter matado sua mãe. Como eu imaginava, Emiko fica abalada pela notícia, mas isso não faz com que ela se junte ao irmão. Ela acredita e chega a matar Dante por isso, mas continua sendo líder do 9th Circle e querendo colocar a “missão” deles para frente, seja qual for essa tal missão.

Também vemos Dinah e Rene conversando sobre Emiko. Rene no início tem esperanças que a Emiko vire uma boa pessoa, já que ela não o matou naquela vez, mas depois que Emiko vai embora com Dante – depois de Oliver ter contado sobre sua mãe – Rene diz que achou errado e parece aceitar. Mas esse foi mais um indício de que Rene vai se juntar a Emiko em algum momento.

mia and connor arrow

No futuro, continuamos dentro do mesmo tema e ficamos na família Diggle. É claro que o foco continua no único Diggle que sabemos que está por ali, o Connor. Não, John não aparece e mal é mencionado, então essa parte continua um mistério. Mas temos um outro personagem que descobrimos o futuro: John Junior. Faz um tempo que o JJ nem é mencionado, mas ele existe (infelizmente, AINDA não superei apagarem a baby Sara da existência).

Quando Mia resolve negociar com o que parece ser uma gangue, chamada Deathstroke, para conseguir um aparelho lá para Felicity conseguir acessar o capacete louco, Connor vai junto com ela. É lá que ele revela ter uma tatuagem da gangue também e menciona o JJ, contando para Mia que JJ é o líder da Deathstroke. Tenho mil perguntas sobre essa Deathstroke e se tem alguma relação com o Slade ou se só acharam legal reutilizar, mas vou deixar isso de lado.

Connor conta que JJ estava brigando muito com o pai, se revoltou e acabou se juntando à gangue, uma forma clássica de rebeldia. Connor e JJ eram melhores amigos – além de irmãos – então Connor tentou manter contato, mas acredita que lembrasse JJ das expectativas dos pais para ele, e no fim eles mantiveram distância um do outro, não tendo contato há anos. Caso esse futuro seja mantido – o que, SIM, eu ainda tenho esperanças que não aconteça – espero que em algum momento eles reúnam JJ com o resto. Não acho que eles vão elaborar mais em por que JJ brigou tanto assim com os pais, mas imagino que em algum momento mencionem mais sobre o que o Digg e a Lyla andam fazendo no mundo.

No total, não houve quase avanço nenhum nesse enredo, só tivemos um pouco mais de Connor e Mia conversando e trocando olhares. Esse ship vai rolar. E, no fim, eles conseguem o que queriam, levam para a Felicity, que basicamente anuncia que se as coisas já estavam ruins antes vão ficar pior ainda, porque esse capacete é conectado a satélites e são super poderosos, ou seja, vai ser bem difícil derrotar esses caras agora. Tô esperando se tornar impossível derrotar para que a única alternativa seja mudar o passado.

O Melhor:

+ Mais sobre o John

+ Connor/Mia, gosto.

+ Emiko continuando a ser vilã

O Pior:

– Um episódio atrás do outro que não acontece nada de muito relevante

– Acho que já era hora de revelarem qual é o plano do 9th Circle

Nota: 7,5

3 respostas para “Review: Arrow 7×19 – “Spartan””

  1. É sempre muito bom quando a série da esse espaço para um dos personagens, contando mais sobre ele. Foi um bom episódio mostrando esse lado mais emocional do John.
    Espero que a Emiko continue a ser vilã, porque seria muito banal e superficial demais, ela do nada passar para o lado do irmão, depois de anos com o Nono Círculo. A luta deles quase no fim do episódio também foi muito legal de ver. E a Emiko matando o Virgil daquele jeito mostra que ela tem muito potencial como vilã.

    1. Concordo, e acho legal ter uma vilã de verdade que é irmã do Oliver, um motivo real e que faz sentido para o personagem não querer matá-la. Só achei que eles demoraram bastante para revelar que ela era a vilã, mas talvez isso seja porque ela continue para a próxima temporada – já que é mais curtinha.

      1. Também concordo que demoraram demais para revelar a vilã, mas foi um aspecto diferente, porque nas outras temporadas o vilão sempre aparece logo no começo. Acho que eles queriam que nós pensássemos que a Emiko era uma boa substituta para a Thea.
        Não queria que eles levassem ela para a próxima temporada, mas vai ser difícil desenvolver um vilão em uma temporada tão curta. Faz sentido deixar ela na série.

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