Review: Agents of SHIELD 6×12/13 – “The Sign”/”New Life” [Season Finale]

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers dos episódios “The Sign” e “New Life”, exibidos no dia 02/08/2019.

Aqui estamos nós. Em um mundo onde Coulson não é Coulson, aliens possuem pessoas, criam seus próprios zumbis e onde pessoas são criadas por monolitos mágicos que controlam tempo, espaço e criação.

Flint apareceu e, infelizmente, não demora para ser manipulado por Izel. Ele logo possuí seu corpo e usa seus poderes para construir os monolitos. Por um momento eu achei que ela precisava de Yoyo e Mack porque sabiam como eram os monolitos e ela não, por isso conseguiriam criá-los. No entanto, parecia que ela sabia sim… Continuo achando que o poder de criar que os escritores inventaram tem limites que não fazem sentido para o que foi dito, mas tudo bem. O fato é que Izel percebe que precisava de poderes e usa Flint.

Felizmente para nós, rituais tem passos que demandam tempo e Izel, apesar de construir os monolitos, ainda precisa que alguém abra o portal para seu povo e precisa arranjar corpos, então manda seus shrikes para buscá-los. Eis aí que entram os zumbis, por que não? E Sarge, May e Daisy são os primeiros a encontrá-los enquanto tentam se aproximar do templo.

Do outro lado, temos Deke, Fitz e Simmons tentando pensar em alguma forma mais rápida de conter Izel ou vencer esses empecilhos. É então que entramos em uma questão mais pessoal com esse trio. Eles vinham trabalhando super bem e se conhecendo como família, mas Deke decide contar o que exatamente fazia em sua empresa e as brigas começam.

Imagino que Simmons já soubesse, mas o fato de Deke ter roubado tantas ideias de Fitz o incomoda bastante. No começo, tudo parece meio descontraído com a vida de uma startup – a piada favorita dos escritores essa temporada -, mas no meio Deke revela sentimentos bem profundos. Ele se sente excluído. É um “homem afastado de seu tempo”, o que conhecia não existe mais, o que é bom, claro, mas o deixa bem deslocado. As pessoas que gosta não lhe contam coisas, sua única família não o conhece de verdade.

Adorei que ele tenha falado isso tudo e deixado aberto como se sente, ainda assim não Fitzsimmons não tem a chance de consolar o neto porque Deke decide usar seu protótipo nem um pouco seguro para se teletransportar para o templo. O que dá certo e Deke ajuda Yoyo, Mack e Flint a chegarem ao avião da Shield, mas acaba ficando preso por lá.

Apesar do sufoco, Deke logo se protege também, mas, antes, dá algo importante ao time na sede: olhos. Ele coloca uma câmera que permite que Fitzsimmons de ver tudo que aconteceu. É assim que veem Sarge e May chegando para deter Izel. É assim que veem os poderes de Sarge pulsando, ele entre as duas parecendo confuso em que confiar. É assim que veem quando May fala sobre as dores de Sarge serem amor e é assim que veem ele enfiando uma porcaria de uma espada em May.

Não vou enganar, fiquei revoltada. Ainda assim, com um episódio inteiro ainda por vir, simplesmente não acreditei que não resolveriam isso. Minha esperança se manteve até o fim. E valeu a pena. Mas que os escritores nos deram alguns ataques cardíacos no caminho, eles deram.

May reaparece do outro lado do portal. Machucada, sim, porém viva. Arrancar a espada de seu corpo teria feito ela sangrar até a morte, mas as coisas funcionam diferente nesse outro planeta. Ela deu sorte com suas escolhas. Ou pelo menos essa escolha.

Ela se vê na presença de três aliens, que estão abrindo o portal para o povo de Izel no momento que ela os interrompe. Maravilhoso como sempre, o que nos distraí do fato de que esses aliens nem deveriam ter corpos para início de conversa.

May, no entanto, precisa enfrentar ainda a própria Izel e temos assim a luta de espadas que nos prometeram na Comic Con de San Diego. Com ótima sincronia e astúcia, as duas brigam pela vida. Ainda assim, a luta não acaba com nenhuma delas. Izel só precisava enrolar até colocar as pedras que queria em seus lugares e deixar o lugar se infestar com seu povo – eles dariam um jeito em May. Izel só não sabe que teriam que enfrentar uma Cavalaria.

Enquanto isso, Daisy, Yoyo e Mack estão em apuros. Apesar de Daisy ter distraído os “zumbis” infestados pelos shrikes, isso significa que ela os atraiu para o avião e agora o trio está preso ali. A coisa toda dura bastante e acaba tendo consequências desagradáveis. Apesar de Deke conseguir pegá-los com o Quinjet, Yoyo, quando finalmente descobre que pode desacelerar o tempo, é pega de surpresa e engole um shrike.

Isso significa que ela tem pouco tempo de vida e, mais uma vez, somos obrigados a sentir a perda de uma personagem. Já tentaram de tudo antes, como conseguiriam salvá-la? A teoria é que se mantarem Izel talvez isso se resolva, mas a tarefa não é fácil.

Daisy chega no templo arrebatando seus poderes em cima de Sarge e é nos revelado sua verdadeira forma. Se antes o rosto nos distraía de ver a crueldade por trás, não mais. Sarge nocauteia Daisy e o próximo a se erguer contra ele é Mack.

Surpreendentemente, Mack dura bastante na luta com Sarge, mas logo decide ficar ao lado de Yoyo quando ela começa a se transformar por causa do shrike em seu corpo. Tudo parece o caos. Yoyo ataca Mack, Daisy volta a se impor contra Sarge, Izel aparece por trás de Daisy pronta para atacar… quando May aparece e mata a vilã. E ainda joga sua espada para Mack matar Sarge na mesma tacada.

Depois disso, a realidade cai sobre May e corpo não aguenta mais tantas feridas na Terra. Tudo parece estar acabado e, quando estou pronta para xingar os escritores de novo por nos terem feito acreditar que May poderia ser salva, Simmons aparece.

Nossa maravilhosa Jemma aparece cheia de aparatos maravilhosos e diz que May ficará bem. E Yoyo também. Ela parece saber muito.

Como isso aconteceu? Bom, as cenas aleatórias dos chronicons começam a fazer sentido. Enoch estava tentando juntar seus amigos antropólogos para reconstruir seu planeta, mas quando os chronicons-caçadores decidem eliminá-lo, ele encontra uma maneira de ajudar à todos.

Os caçadores querem transformar a Terra em seu novo planeta por motivos misteriosos e decidem matar todos na sede da Shield. Um massacre desses como se não fosse nada. Simmons e Fitz, claro, estão no meio do caminho e tentam se salvar ao mesmo tempo que percebem que deram todas as informações secretas da Shield sem querer para os chronicons.

A situação é bem revoltante e chegamos perto, mais uma vez, de perder personagens quando Fitzsimmons decidem se explodir junto com as informações valiosas da Shield para protegê-las. Durante todos esses sustos, eu só conseguia pensar em como os escritores falaram que o finale seria “insatisfatório”. Mas acho que só queriam tacar o terror mesmo.

Nosso casal favorito é salvo por Enoch! De novo. Ele não explica muito, mas diz que pode ajudá-los a resolver todos seus problemas. O preço? Deixar suas vidas para trás. Novidade? Nem um pouco.

Como? Não sabemos. O que sabemos é tiveram bastante tempo para aperfeiçoarem suas tecnologias. A nova nave que Jemma usa para salvar Daisy, Mack, Yoyo, May e Deke é bem high-tech e o grupo viaja no espaço. E no tempo.

Para quando? Estou deduzindo Nova York, 1931. O ano em que o Empire State Building termina sua construção em uma corrida para se tornar o prédio mais alto do mundo. Eu até pensei que era no futuro e Nova York teria sido destruída sobrando só o Empire State, mas não foi o que me pareceu pela cara da cidade, além de mencionarem a Lei Seca dos EUA.

Fitz e Simmons parecem não poder saber onde o outro está, apesar de se comunicarem. Por que será? Seria uma forma de não influenciarem a linha temporal? Faz sentido?

É bem possível que tenham ido para lá para terem tempo de desenvolver tecnologia e assim lutarem contra os chronicons (nossos próximos vilões, imagino) no nosso presente. O pulo no tempo seria só para se esconderem dos chronicons ou seria para utilizar os recursos de alguém no passado? Howard Stark, quem sabe?

Eu falaria recursos da origem da Shield, mas não faz sentido já que a Shield teria sido criada depois de 1947, ano da segunda temporada de Agent Carter. Ainda assim, temos grandes chances de encontrarmos Peggy Carter, Daniel Sousa e Jarvis na série e estou chorando de felicidade.

Uma semana atrás, Ming Na-Wen (May) publicou uma foto com o nome do ator que fazia Sousa enquanto falava da sétima temporada de Agents of Shield então a teoria já estava no ar. Ver que nosso time está nos anos 30 só parece reforçar que o último ano da série será nostálgico e deve trazer personagens do Universo Marvel da TV!

Esse finale com certeza nos preparou para mais confusões mentais quanto viagens no tempo, mas o melhor ficou para o final. Jemma explica que precisavam de alguém que soubesse a história da Shield para ajudá-los e só conseguiam pensar no Coulson. Claro, fazer um LMD dele seria pouco ético e complicado, mas É O COULSON. E ele provavelmente entenderia. E é assim que ganhamos Coulson de volta <3 <3 <3

“Oi, pessoal” – créditos do gif

O melhor

  • Mack chamando Deke de “Agent Shaw”.
  • A única vez que fiquei feliz em ver um LMD! E ver Daisy tão ansiosa para acordá-lo, a cena toda foi linda.
  • Enoch sempre salvando o dia do jeito mais doido.
  • QUERO PERSONAGENS DE AGENT CARTER AGORA.

O pior

  • Deke com uma startup na sede da Shield? Pode isso? Mack sabia?
  • Ainda acho a escrita dos poderes dos monolitos meio inconsistente.
  • O povo da Izel com corpos quando eram para ser imateriais? Hmmm.
  • Como ousam fingir que vão matar a May, francamente?? E a Yoyo. E Fitzsimmons.

Nota 9,0

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