Review: Agents of SHIELD 6×11 – “From the Ashes”

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio “From the Ashes”, exibido no dia 26/07/2019.

Bom, o problema do Coulson continua. E o problema da Izel também. Mack e Yoyo estão presos em uma tortura constante de um machucar o outro e é nessas brincadeiras de Izel que Yoyo deixa escapar que Benson sabe onde fica o templo em que os monolitos ficavam.

O plano de Izel parece ter partes faltando que não esperávamos. Para trazer o povo de seu planeta, ela precisa de um portal. Para abrir o portal, ela precisa desse templo e, além disso, precisa dos monolitos recriados para completar o ritual. Minha dúvida é: se os monolitos controlavam tempo e espaço, para que ela precisa de um portal quando Coulson não precisou de um? Seria culpa do gravitonium? Coloco essa dúvida junto com as outras da resenha do 6×10.

Izel, como uma boa vilã, se aproveita das emoções de todos sem piedade. Quando Benson chega e acredita que está falando com Mack, Yoyo consegue fazê-lo entender que não, mas não adianta. Além de Mack fazer matar um dos seus agentes, ela faz Benson reencontrar o marido morto só para matá-lo novamente. Mesmo que Benson saiba que nada disso é real, a situação não ajuda toda a culpa que sempre sentiu em volta da morte do amado.

É assim que o Izel, Mack e Yoyo chegam no templo. As duas notícias boas é que, por mais que soubessem que não se salvariam tão facilmente, conseguem ejetar Benson dali para ele pedir ajuda; e que conversam sobre seu relacionamento, o que amolece nossos corações.

O caos, no entanto, ainda não vem. Apesar de parecer que era só Izel chegar lá e estava resolvido, ela diz que precisa dos monolitos como eram e quer que Elena e/ou Mack o recriem com suas mentes. É então que Flint aparece.

Por quê? Ele deve ser quem vai construir os monolitos já que controla rochas, como já fez no 5×10. Eu achei que o gravitonium já iria construir tudo, mas parece que não. Falam que os monolitos têm super-mega-poderes, mas a coisa toda tem muitos pormenores. Resolvam-se, escritores.

Enquanto isso, nossa equipe na sede da Shield tenta de tudo para encontrar uma forma de parar Izel e salvar a dupla. May e Daisy, então, entram em um embate interessante sobre como abordarão o interrogatório de Sarge.

Por incrível que pareça, temos uma inversão de papéis. Enquanto May quer tentar fazer Sarge relembrar como era como Coulson, Daisy quer acordar a parte raivosa do vilão-não-tão-mais-vilão-assim. May quer ir com calma, Daisy quer brutalidade.

A cada conversa vai ficando mais claro que, óbvia, nenhuma das duas está sendo tão racionais. Talvez seja porque Melinda já conviveu um pouco com Sarge, mas ela tem esperança de ver Coulson. Daisy, no entanto, vê todas as diferenças entre Sarge e Coulson quando olha para o alien.

Jemma aponta um insight maravilhoso. Conhecemos Daisy, sabemos que ela não lida bem com perdas e, por mais que ela quisesse ajudar Fitzsimmons, um dos motivos principais para ela ter ficado longe da Terra esse tempo todo foi para não lidar com a morte de Coulson.

Isso fica bem claro quando é revelado que ela nem abriu a carta que Phil deixou para ela. É sempre superbonito ver a conexão dos dois, mesmo que ele não esteja ali. Ainda assim, os efeitos da carta não são o imaginado: Daisy transfere toda sua raiva (da perda e de tudo que aconteceu) para Sarge e o mata.

Milionésima vez que um personagem do Clark Gregg morre nessa série? Rs. Enfim, não morre de verdade. Daisy tinha percebido que, quando morreu anteriormente, pedaços de memória do Sarge voltaram, o que significa que deve acontecer de novo.

Se esse ser estranho é forte o suficiente para matar Izel, Daisy quer conhecê-lo. O plano não dá exatamente errado. Sarge acorda ainda mais seus poderes quando revive e consegue escapar de sua “cela”, mas não consegue sair do labirinto que é a sede tão facilmente.

É assim que Daisy segue com seu plano: testar a espada que Fitzsimmons fizeram para matar Sarge de vez. Eu entendo que ninguém se importava tanto assim com Sarge, mas achei que May e Jemma iriam ser mais enfáticas em sua ação de tentar impedir Daisy.

Melinda simplesmente fala que vai atrás de Daisy, mas nem se move; Jemma tenta conversar, mas não corre atrás da amiga… Daisy, então, fica de frente a Sarge e a magia acontece. Ele a chama de Skye e implora que ela o mate, porque, se não, ele vai perder o controle e matar todo mundo ali. Todos vemos e ouvimos Coulson nessa hora. Seria ele? Será possível?

Não acho que tenha sido ele. Mas não importa. Pareceu coisas que o Coulson faria, o que significa que Sarge não é ele, mas parece ter princípios parecidos com os dele. É então que Daisy o abraça, quase dizendo “fica tranquilo, você está enfrentando esses poderes e essa confusão como todos nós, vamos ajudá-lo”.

Com essa parte mais que resolvida, só restava encontrarmos uma forma de impedir que Izel possuísse todo mundo quando a encontrassem na batalha final. Eis então que Deke tem a ideia brilhante da vez.

Preciso falar que, apesar das poucas cenas, foi ótimo ver Deke tentando se enturmar com seus avós. Fitz e Simmons ficaram quebrando a cabeça an sintonia de sempre e Deke queria fazer parte, até que consegue. Sua ideia é simples: criar uma ressonância que bloqueie os poderes de Izel, que parece vir exatamente da sua habilidade de separar átomos do ar. É assim que ela consegue ocupar um corpo.

O melhor

  • O pessoal de efeitos especiais dessa série está de parabéns.
  • Os paralelos entre o comportamento de Daisy e May.
  • FLINT! Isso que é uma surpresa!
  • Izel chegando a bons níveis vilanescos.
  • Skye. Ouvir esse nome deu saudades!

O pior

  • Cadê a tentativa real de May e o resto tentarem parar Daisy?
  • Esses monolitos estão sendo muito contraditórios.

Nota 9,0

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