Dica da Semana: Fragmentado (2017)

fragmentado filme

Há umas duas semanas assisti ao filme “Fragmentado” e só pensava em vir dividir com vocês. Li pouco sobre o mesmo antes de ir, só sabia que um cara tinha 23 personalidades. Mas é difícil encontrar uma pessoa que não saia do cinema reflexivo e eu diria até perturbado. 

Kevin (James McAvoy) possui 23 personalidades distintas e consegue alterná-las quimicamente em seu organismo apenas com a força do pensamento. Um dia, ele sequestra três adolescentes que encontra em um estacionamento. Vivendo em cativeiro, elas passam a conhecer as diferentes facetas de Kevin e precisam encontrar algum meio de escapar. 
O filme já começa nos apresentando a três adolescentes e logo em seguida ao sequestro delas por Kevin. Sem entender muito (nem elas e nem nós) percebemos uma característica do sequestrador: o TOC por limpeza. Logo depois, o vemos em uma psiquiatra, mas com um outro jeito, mais afeminado, já é a segunda personalidade. A Drª em questão, Karen Fletcher, estuda os desvios de identidade de seus pacientes e, de acordo com seus registros, Kevin apresenta 23. 
A história se passa então no suspense da Drª descobrir que ele sequestrou as meninas e nas tentativas, todas frustradas, de fugas delas. Conhecemos mais profundamente, a personagem Casey, através de suas memórias, que vão nos dando peças para compor o seu quebra-cabeça e desvendar seu passado, que acaba sendo ligado a Kevin. Não no sentido de se conhecerem, mas de já terem passado por algo parecido. O Kevin em si só conhecemos no final e por poucos minutos.

fragmentado filme

As personalidades que mais se destacam são o Dennis, que sequestrou as meninas, tem mais força e o toque; Barry, que é estilista e gay, com uma crise existencial; Patrícia, que é mulher, fanática religiosa e comanda junto com o Dennis o sequestro; e Hedwig, que tem apenas 8/9 anos. Sim, é explicado pela Drª Fletcher que as personalidades têm o poder de mudar fisiologicamente o paciente e não somente psicologicamente. É Hedwig que vai nos entregando o grande plano dos “cabeças”, é ele que consegue assumir o controle dos outros e por isso sabe dos planos. Também deixa escapar sobre uma fera, algo que está para chegar na personalidade de Kevin e confirmar mais ainda a tal mudança fisiológica! 
Sobre a atuação: Se James não ganhar o Oscar, eu juro que não entenderei a premiação. É louco demais cada personalidade, mas ele faz com tanta maestria, que em determinada cena que vai alternando entre eles, sem troca de figurino, sem aviso, conseguimos notar na hora quem está assumindo o controle. No mais, o ator em Orphan Black (aquela série sobre clones que já indiquei aqui) faria um estrago, uma atuação de monstro.

fragmentado filme

É interessante pensar em como a mente humana é bem trabalhosa, mesmo que o diretor mescle um pouco de sobrenatural em “Fragmentado”, o que martela na nossa cabeça é até que ponto nos dizemos sãs, até que ponto quem é “louco” não é o “são”. Um suspense de tirar fôlego, com excelentes atuações e coisas para se pensar. Intrigante, o diretor M. Night Shyamalan de filmes como “O sexto sentido” e “Sinais” parece ter voltado a sua “praia” com esse filme. Espere para muitos close-ups. E eu ainda vou além em mais uma reflexão: a solidão da Drª. Sem spoilers, digamos apenas que ela é uma mulher que se dedicou ao seu trabalho, pacientes, mas que vive sozinha e que poderia ter tido uma ajuda no caso de Kevin. Para saber como acaba, assistam! Super indico! 
Besos 
PS: Cenas cortadas e um final alternativos estarão no DVD do filme, e embora não mudem muito na história é bem legal para se pensar como as mentes por trás pensaram e montaram o enredo todo. 
PS2: E se a força da sua mente fosse tão forte a ponto de promover mudanças biológicas no seu corpo? O argumento do diretor é acadêmico, ele diz que se inspirou em estudos reais da psicologia. 
PS3: O filme é um Thriller psicológico, com clímax e anticlímax. Para que gosta do gênero, espere por uma ou duas conexões com outros filmes. 
PS4: E as outras personalidades?? Através de vídeos, conseguimos ver mais alguns. Pasmem! Tem até um diabético fazendo uso de insulina. 


Direção: M. Night Shyamalan 
Elenco: James McAvoy, Anya Taylor-Joy, Betty Buckley mais 
Gêneros: Suspense, Fantasia, Terror 
Nacionalidade: EUA
Coisas da Juuh/ Autora: Juliana Rovere – A resenha está em um modelo diferente do qual usamos porque foi posteriormente postada pelo nosso site parceiro Coisas da Juuh. A repostagem foi autorizada pelo autor e blog. 

Dica da Semana: A Bela e a Fera (2017)


Todo novo filme da Walt Disney Pictures é motivo de celebração. Não teria como ser diferente com o live-action d’A Bela e a Fera, lançado em março desse ano.
 
Baseado na aclamada animação da Disney e no conto homônimo de Jeanne-Marie LePrince de Beaumont (uma releitura da obra de Gabrielle-Suzanne Barbot de Villeneuve), a expectativa entorno do filme era grande.
 
Do tamanho de um celeiro, se bobear.
 
A história, em si, não mudou muito: Bela (Emma Watson) vive em um pequeno vilarejo no meio do nada com seu pai, Maurice (Kevin Kline), mas anseia por aventura, viagens e sabe-se lá mais o quê. Quando Maurice some em uma viagem de negócios – ele vende relógios nessa versão! –, Bela decide ir atrás dele.
 
Em sua busca, ela descobre um castelo escondido no meio da floresta. E lá vive um monstro. Ou, melhor, uma Fera (Dan Stevens). Em troca da liberdade de Maurice, Bela vira sua prisioneira. O resto, como dizem, é história. Nesse caso, literalmente.
 
Ao invés de recontar uma das histórias mais famosas da atualidade, vou focar no filme. Mesmo com novas falas, números musicais diretos do musical da Broadway (e, portanto, inéditos no telão) e um background mais detalhado para alguns personagens… É difícil não notar a semelhança absurda entre o live-action e a animação.

Não confia em mim? Checa só esse vídeo:

Claro, tenho críticas a algumas das mudanças. Por exemplo, eles tiraram as melhores falas do Horloge (Ian McKellen)! E também não sei se gostei muito do Lumière (Ewan McGregor, eterno Obi-Wan Kenobi).
 
Por outro lado, Maurice ficou menos idiota, Le Fou (Josh Gad) está absolutamente hi-lá-ri-o – e Cadenza (Stanley Tucci), um personagem totalmente novo, é ótimo. Diga-se de passagem, Chip (Nathan Mack) continua fofíssimo nessa versão.
 
Gostaria de chamar atenção para um personagem essencial à trama: o Gaston (Luke Evans). 

Eu adoro os vilões da Disney. Acredito ser um dos pontos fortes das suas animações (embora eles estejam me testando com seus últimos antagonistas à la Moana). Eles costumam desafiar o mocinho / a mocinha, têm canções sensacionais e são muito divertidos.
 
Gaston não é diferente. E Luke Evans fez jus ao personagem.
 
Mais malvado do que nunca, Gaston rouba o show vez ou outra. Com Le Fou ao seu lado, ele nos faz ansiar por suas próximas aparições. Infelizmente, como é uma história muito fiel às suas origens – tirando o fato de substituírem a cena dos passarinhos por uma cena com o Philip, the nerve –, o romance da Bela e da Fera cansa um pouco.
 
Continua sendo lindo, entretanto.
 
Honestamente, vale a pena ver. Mesmo que o live-action não seja tão bom quanto a animação, é uma experiência extremamente agradável – da atuação impecável, aos números musicais e cenários fantásticos.

 

A Bela e a Ferajá está nos cinemas. Corre lá!

Dica da Semana: Wonder Woman – The True Amazon

 

Wonder Woman: The True Amazon é um lançamento recente da DC Comics. Nela, somos convidados a conhecer a vida da Princesa Amazona Diana de Themysciraantes de se tornar a famosa Mulher-Maravilha. Premissa, convenhamos, muito conhecida no universo da DC.
Entretanto, The True Amazon desvia-se do caminho trilhado nas últimas décadas. Filha única da Rainha Amazona Hipólita, Diana é retratada como uma criança (e, mais tarde, uma adulta) mimada, orgulhosa e, às vezes, até mesmo cruel. As outras Amazonas – suas irmãs – ignoram esses defeitos diante de seus muitos talentos e façanhas. Diana, afinal, derrota monstros!
Só uma Amazona não se rende aos seus charmes: Alethea, uma das cuidadoras dos estábulos da cidade. Determinada a ganhar sua admiração, Diana tenta de tudo: de contar suas grandiosas aventuras a seduzi-la com vestidos de seda e ouro. Nada funciona.
A Princesa, então, coloca todas suas irmãs em risco devido ao seu egocentrismo. O resultado? Seu banimento do “Paraíso”. Nessa HQ, a coroa de Diana não é mero enfeite, mas, sim, uma lembrança de seus crimes.
De autoria da aclamada escritora e ilustradora Jill Thompson, sete vezes vencedora do Prêmio Eisner, The True Amazon é uma história de amadurecimento. Ou, melhor, do início dele. Vemos a mulher antes da heroína; a Diana antes da Mulher-Maravilha. E ela é, simultaneamente, encantadora e revoltante.
Se você está ansioso/a com a estréia do filme da Mulher-Maravilha, essa HQ é um must na sua lista de leitura. Depois de ler, que tal voltar e trocar umas ideias? Aguardamos ansiosamente!

Dica da Semana: Capitão Fantástico

filme capitão fantástico imagem divulgação
 

Matt Ross finalmente acertou em cheio. Entre a melancolia indie de Manchester à Beira-Mar e a exuberância saudosista de La La Land, porém, seu último filme não receberá o reconhecimento merecido. Seria um milagre se lembrassem de Capitão Fantástico.

Pelo menos, Viggo Mortensen foi indicado ao Oscar de Melhor Ator.

Não à toa, é claro. Em Capitão Fantástico, Mortensen encarna Ben Cash. Ele e sua esposa, Leslie Cash (Trin Miller), resolveram abandonar a sociedade moderna em favor da floresta, vivendo de acordo com seus ideais e, como Leslie descreve mais tarde, assim alcançam o paraíso descrito em “A República” de Platão.
Lá, eles criam seus filhos Bodevan (George MacKay), Vespyr (Annalise Basso), Kielyr(Samantha Isler), Rellian (Nicholas Hamilton), Nai(Charlie Shotwell) e Zaja (Shree Crooks). As crianças aprendem a se proteger, caçar, cultivar o solo e muito mais; de física quântica e literatura clássica à política e sociologia.

Quando Leslie morre, no entanto, Ben e as crianças ficam sem rumo. Assim, ao embarcar em uma viagem para resgatar o corpo de Leslie do avô (Frank Langella) e da avó (Ann Dowd), que planejam enterrá-la ao invés de cremá-la, como requisitado em seu testamento, eles colocam todo seu estilo de vida – único, extraordinário e questionável – em perigo.

Antes de continuarmos, é preciso dar os devidos créditos aos atores e atrizes nesse filme. Particularmente, às crianças. É difícil encontrar bons atores-mirins, na minha opinião. De cabeça, só lembro de duas: Millie Bobby Brown (Stranger Things, Netflix) e Dafne Keen (Logan, FOX). Crooks e Shotwell podem ser facilmente adicionados à lista.

Hamilton, Isler, Basso e MacKay não são jovens o suficiente para se encaixar na categoria de atores-mirim, mas destacam-se pela qualidade da atuação. Sozinho, Mortensen não teria sucesso em nos fazer crer nos Cash como família. Para isso, os sete são necessários.

Então, da história pra lá de curiosa – e recheada de críticas sociais, com uma boa dose de humor e drama no meio – à belíssima redenção de “Sweet Child of Mine” da banda Guns N’ Roses, o filme é um exemplo brilhante de storytelling.

Os 118 minutos de filme vão voar. E, quando acabar, você não vai querer levantar da poltrona imediatamente. Fica um gostinho de quero mais e de quero saber mais.

Claro, em alguns momentos você vai se sentir desconfortável. Mas você também vai gargalhar – muito. E também vai querer distribuir uns tapas (prepare-se!). E, honestamente, não é justamente esse o objetivo de todo bom filme…?

Enfim… Power to the People; stick it to the Man! E até semana que vem

Dica da Semana: The God’s Lie

Mangá seinen The God's Lie Editora Panini 2017



The God’s Lie lembra muito The Wedding Eve. Além de ser um mangá seinen de volume únicoda Panini, ele é um slice-of-life. Ao contrário de Wedding Eve, no entanto, God’s Lie conta uma única história: a de Nanao Natsuru. Ou melhor, do último verão da infância dele.

Tudo começa com uma conversa – curta e sem sentido – com Suzumura Rio. Até então, todas as garotas do colégio ignoravam Natsuru, astro do time de futebol, devido a um incidente no início do ano. Assim, o encontro é marcante – e Natsuru fica curioso em relação à colega.
Não vou contar muito mais senão vou acabar contando tudo. Mas, eventualmente, Natsuru descobre que Rioe seu irmão mais novo, Yuuta, vivem sozinhos em uma casa caindo aos pedaços. As crianças, órfãs de mãe, esperam o pai voltar de uma viagem de pesca no Alasca.
Natsuru, que deveria ter ido a uma excursão com seu time de futebol, acaba ficando na casa com os dois irmãos.  Desse momento em diante, Natsuru e Rio viverão experiências incríveis e momentos indescritíveis do último verão de suas infâncias.
God’s Lie é, definitivamente, um mangá sobre amadurecimento; sobre o fim da inocência. Aí está, então, sua excelência. Ao abordar um tema delicado como este, a mangaká Kaori Ozaki é sutil – basta ler nas entrelinhas. O título, por exemplo, só é 100% entendido no final da trama.
E é tão perfeito quanto agridoce.
Quer saber o por quê? Se estiver muito ansioso, você pode até “dar um Google”. Mas descobrir isso – e outras surpresinhas – ao longo das 216 páginas do mangá é muito mais divertido

Dica da Semana: Yuri!!! On Ice

Yuri on Ice Capa
 
 
Eu não sabia da existência de Yuri!!! On Ice até uma tarde de Dezembro. Em busca de entretenimento “barato”, visitei muitos sites dedicados a animes. Entre uma lista e outra (dos “top ten” aos “must see”), aconteceu: conheci minha nova obsessão.
 
Yuri!!! On Iceconta a história de Yuuri Katsuki, um patinador artístico. Sua carreira, no entanto, não está indo nada bem. Recém-colocado em último lugar na Final do Grand Prix, Yuuri considera seriamente desistir de tudo.
 
Durante uma visita às termas de sua família em Hasetsu, no Japão, Yuuri é surpreendido pela chegada de seu ídolo: o russo Victor Nikiforov, figura lendária no mundo da patinação de gelo artística. E Victorque treiná-lo para o próximo Grand Prix!
 
Se, a princípio, tudo parece meio surreal demais. Acredite, existe uma explicação.
 
O mais interessante de tudo isso, porém, é a subversão dentro de uma categoria tão “clichê”. Não só a escolha de um esporte “desconhecido” por grande parte do público, como também o desenvolvimento dos personagens (e de seus relacionamentos).
 
Yuuri Katsuki, por exemplo, sofre de baixa autoestimae ansiedade. E seu relacionamento com Victor Nikiforov se torna indispensável no caminho do sucesso!
 
Mas YOI não é feito somente de Victuuri! Temos Yuri Plisetsky, frenemiedo Yuuri e do Victor. Extremamente talentoso – e muito confiante –, Plisetsky é um Victor Nikiforov 2.0. Todo mundo acredita que ele é o próximo astro da patinação do gelo internacional.
 
Também temos Phichit Chulanont, Christophe Giacometti, Altin Otabek e muitos outros. E todos são extremamente cativantes, IMO. Esse é, afinal, um dos pontos fortes do anime. Assim como a OP (“History Maker”, por Dean Fujioka) e a EP (“You Only Live Once”, por Wataru Hatano).
 
No final, é impossível torcer por um personagem específico. Pelo menos, eu queria que todos ganhassem a medalha de ouro! Suas rotinas, diga-se de passagem, foram criadas por um ex-patinador japonês, Kenji Miyamoto. Incrível, não?

 

Quer saber mais desse anime sensacional? Leia uma resenha do Chunan: https://goo.gl/QU0KEm 

Dica da Semana: Moana

Animação Disney Moana 2017
Considerado um sucesso de bilheteria nos Estados Unidos, Moana– dos Walt Disney Animation Studios– acabou de estrear no Brasil.
 
No filme, conhecemos Moana Waialiki (Aili’i Cravalho), a filha do chefe de uma tribo polinésia. Para salvar sua ilha, ela deve atravessar a barreira de corais – coisa que ninguém da tribo faz a gerações –, encontrar o semideus Maui (Dwayne Johnson) e ajudá-lo a devolveruma relíquia sagrada à deusa Te Fiti.
 
Sendo curta e grossa… Moana é um filme belíssimo. Do início ao fim.
 
Com uma heroína forte, aventureira e sem nenhum interesse romântico (#neednoman), Moana é mais uma amostra do novo posicionamento da Disney. Elsa, de Frozen, foi a primeira.

Em termos técnicos, no entanto, Moana é a melhor animação da Disney – literalmente! Uma busca no Google revela as novas técnicas desenvolvidas durante sua produção. Da areia e dos tons azulados do oceano ao cabelo ondulado da heroína, é tudo tão detalhado.
 
Além disso, a trilha sonora se destaca muito. Não à toa “How Far I’ll Go” foi indicada ao Globo de Ouro de “Melhor Canção Original” em 2017. Para mim, entretanto, o melhor número foi “We Know The Way” de Lin-Manuel Miranda e Opetaia Foa’i.
 
Com uma animação brilhante, personagens carismáticos e uma trilha sonora absolutamente viciante, só tenho uma crítica ao filme: cadê o vilão?
 
Tamatoa(Jemaine Clements) é um caranguejo gigante (e malvado!). Seu número musical – “Shiny” – é muito divertido, mas é só. Diferente de outros, como Jafar, Ursula e Scar, ele não foi bem desenvolvido. E sua participação é tão curta, mas tão curta, que quase nos esquecemos dele depois.
 
Infelizmente, isso afeta o filme. Moana acaba ficando meio arrastado vez ou outra. Um herói (ou uma heroína, nesse caso) necessita de um vilão (ou uma vilã) à altura.
 
Mas isso sou eu!
Que tal tirar suas próprias conclusões? Um mar de aventuras aguarda você!

Thaís Cabral – Estudante de Publicidade, pseudo-escritora, leitora compulsiva e chocólatra. Gosto de séries de TV (americanas e/ou britânicas), filmes e anime/mangá.